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Virada do Ano no Avião

Ter que comprar passagem aérea de última hora no fim do ano é complicado. Alta temporada, preços elevados, natal. O único dia e hora em que se acha passagem com valor aceitável é no dia 31/12 perto da meia noite, pois por motivos óbvios, ninguém quer viajar nessa data. Os voos saindo da Califórnia são sempre mais caros (como tudo por lá), então optei por comprar um voo interno saindo de San Diego até Orlando e de Orlando para o Brasil. Seria uma viagem cansativa, pois faria conexão de 14 horas em Orlando e em São Paulo teria que trocar de aeroporto para finalmente chegar em Porto Alegre, mas com essa ideia economizei +/- mil reais.

Foi triste ter que passar a virada longe de quem amo, sem contar as despedidas (mesmo que seja só um “até logo”) que sempre mexem com meu emocional. Mas enfim… Despachei a mala e peguei o avião da Frontier (que eu, particularmente, não gostei muito devido a falta de conforto e ter que pagar tudo que for consumir, mas pelo preço da passagem tá valendo). Chegando em Orlando me assustei um pouco, o aeroporto é gigante, saindo do avião foi preciso pegar um aeromóvel e ir para outra parte do aeroporto para ter acesso às bagagens.

Depois de encontrar a minha, o próximo passo era descobrir onde deveria despachar (novamente) a minha mala.
O lado bom da Flórida é que, em qualquer lugar, sempre vai ter um brasileiro. O que ajuda muito quando se está nervosa em outro país com prazo para encontrar as coisas.

Consegui informações de onde deveria fazer meu próximo check-in (daqui 10 horas) e sentei num sofá. Ao pegar meu notebook na mala notei que esta não estava mais com o cadeado que eu havia colocado antes, mas apenas com um lacre.

Sim, meu cadeado foi estourado pelos agentes do aeroporto. Minha preocupacao maior era com meu notebook, pois além de ser meu novo baby (aquisição de black friday #ficadica) dentro da case ainda estavam todos meus documentos referentes ao meu I-20 (papel que a escola emite para obter o visto de estudante no Brasil). Caso eu abrisse a mala, não teria como fechar, pois não teria cadeado, caso deixasse fechada, correria o risco de terem me furtado ou colocado algo dentro dela sem meu consentimento.

Minha primeira reação foi pesquisar na internet se devia me preocupar com a situação (se é comum roubarem coisas de dentro da mala), e para meu desespero, o que eu encontrei foram relatos de várias pessoas furtadas dessa maneira. Tentei manter a calma e chamei alguns amigos experientes em viagem aos Estados Unidos, para saber se isso já havia acontecido com algum deles. Claro que fui a única premiada, mas meu BFF que já morou em NY me passou uma dica SUPER interessante (que ele aprendeu na Ana Maria Braga), para abrir a mala sem tirar o lacre posto pelo aeroporto, ou seja, sem precisar comprar outro cadeado.

É muito simples, basta pegar uma caneta e colocar entre os “dentinhos” do ziper, ele vai abrir, então assim você poderá abrir toda a mala facilmente. Para fechar, basta arrastar o cadeado (com o lacre) por cima do que foi aberto pela caneta. Segue o vídeo feito por ele me explicando e por mim executando a tarefa no aeroporto:

Graças a Deus todas as minhas coisas estavam na mala, foi um alivio. Essa técnica, infelizmente, é usada nos aeroportos para malandros roubarem pertences dos tripulantes sem levantar suspeitas, pois assim não é necessário estourar cadeados e lacres. Fiquem ligados!

SEGUINDO VIAGEM…

Fui para a área de embarque e meu voo atrasou mais de duas horas (o que certamente iria me complicar em São Paulo, tendo em vista que tinha 5 horas pra sair de Guarulhos e embarcar em Congonhas), por ter um homem muito nervoso com um passaporte estranho querendo embarcar no avião. A viagem foi muito exaustiva, mas consegui dormir no trajeto e a LATAM sempre capricha no serviço de bordo.

Cheguei em aeroportogigante de Guarulhos atrasadíssima e nervosa com o fato de meu passaporte não ter sido carimbado com minha saída dos EUA, apenas na entrada *ver post completo sobre isso nesse link*. Ao chegar na fila do translado notei que jamais conseguiria pegar o avião no horário, mas thank God (e a eficiência da LATAM), cheguei em Congonhas para meu voo para Porto Alegre (amém!).

Tirando que esse voo também atrasou, foi tranquilo e a sensação de pegar um trecho curto depois de uma viagem longa é ótima. Finalmente abracei minha família e fui para casa aproveitar uns dias de princesa.

Enfim, essa foi a minha experiência de passar o ano novo nas nuvens. E você, já passou por isso também?

 

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